Frio na Barriga com Obra e Hora Marcada

Uma obra de arte. Um momento específico. Um estranho à sua espera. A arte como ponte para encontros escritos pelo acaso e pela coragem.

657658SimSimmediumInhotimLocal2022AnoCategoriaSOBRE

Uma obra de arte. Um momento específico. Um estranho à sua espera. A arte como ponte para encontros escritos pelo acaso e pela coragem.

INTENÇÃO

Frio na Barriga com Obra & Hora Marcada foi uma experiência de arte participativa encomendada para o MECA Inhotim Festival 2022, realizado no Instituto Inhotim — um dos maiores e mais influentes museus de arte contemporânea a céu aberto do mundo. A experiência convidava os participantes a abraçarem a espontaneidade e a confiança: duas pessoas — completamente desconhecidas — recebiam um horário e local específicos para se encontrarem em frente a uma determinada obra de arte. Era um encontro às cegas duplo: com uma obra de arte e com outra pessoa. Para participar, bastava o desejo de ser surpreendido.

O QUE ACONTECEU

O projeto Frio na Barriga com Obra & Hora Marcada ofereceu um espaço para vulnerabilidade, presença e confiança, convidando os participantes a dizerem sim à incerteza, enquanto reencontravam a arte, a natureza e estranhos através de uma lente renovada e incorporada. Obras de artistas como Cildo Meireles, Yayoi Kusama, Olafur Eliasson, Tunga e Adriana Varejão tornaram-se portais, transformando encontros casuais em performances ao vivo. Para se envolverem com a experiência, os participantes abordavam duas "Mulheres de Vermelho" — inspiradas em figuras mitológicas como Lilith e a Dama de Vermelho — que vagavam pelos jardins do museu, convidando os visitantes a participarem de um encontro guiado com um estranho. Os participantes receberam um pequeno ritual: abrir seus corações para o desconhecido. Cada participante recebeu um coração desenhado à mão marcado na palma da mão e um cartão indicando uma obra de arte específica, um horário agendado e uma pergunta reflexiva personalizada inspirada na essência da obra escolhida. Quando chegava a hora e ambos os estranhos estavam próximos da obra, eles se encontravam pelas mãos marcadas com o coração. Então, um breve ritual de conexão começava. Cada encontro começava com um momento de presença mútua, enquanto se olhavam nos olhos. Em seguida, a pergunta no cartão deveria ser respondida, seguida do compartilhamento de uma reflexão pessoal e uma lembrança. A obra explorava o panorama emocional entre desejo e aleatoriedade, controle e entrega, expectativa e surpresa. Ao abrir mão do controle sobre o processo de emparelhamento, a artista abraçou a imprevisibilidade como uma força criativa — propondo uma experiência onde nem ela nem os participantes podiam prever o resultado.

CRÉDITOSVer +
  • PerformanceIsabella Nardini & Lais Glück
  • Criação da ExperiênciaIsabella Nardini
  • Apoio

    Rodrigo Guima, Cleu Oliver, Wilaize, Rafael Americo, Caio Bordon, Lais Glück, Rony Hernandes, Denise Saito, Guilherme Hostins

  • Design GráficoDenise Saito
  • FotografiaRony Hernandes
  • VideoRafael Bueno, Frank
ENCONTROS RELACIONADOS