Frio na Barriga com Obra e Hora Marcada
Uma obra de arte. Um momento específico. Um estranho à sua espera. A arte como ponte para encontros escritos pelo acaso e pela coragem.
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Uma obra de arte. Um momento específico. Um estranho à sua espera. A arte como ponte para encontros escritos pelo acaso e pela coragem.
INTENÇÃOFrio na Barriga com Obra & Hora Marcada foi uma experiência de arte participativa encomendada para o MECA Inhotim Festival 2022, realizado no Instituto Inhotim — um dos maiores e mais influentes museus de arte contemporânea a céu aberto do mundo. A experiência convidava os participantes a abraçarem a espontaneidade e a confiança: duas pessoas — completamente desconhecidas — recebiam um horário e local específicos para se encontrarem em frente a uma determinada obra de arte. Era um encontro às cegas duplo: com uma obra de arte e com outra pessoa. Para participar, bastava o desejo de ser surpreendido.
O QUE ACONTECEUO projeto Frio na Barriga com Obra & Hora Marcada ofereceu um espaço para vulnerabilidade, presença e confiança, convidando os participantes a dizerem sim à incerteza, enquanto reencontravam a arte, a natureza e estranhos através de uma lente renovada e incorporada. Obras de artistas como Cildo Meireles, Yayoi Kusama, Olafur Eliasson, Tunga e Adriana Varejão tornaram-se portais, transformando encontros casuais em performances ao vivo. Para se envolverem com a experiência, os participantes abordavam duas "Mulheres de Vermelho" — inspiradas em figuras mitológicas como Lilith e a Dama de Vermelho — que vagavam pelos jardins do museu, convidando os visitantes a participarem de um encontro guiado com um estranho. Os participantes receberam um pequeno ritual: abrir seus corações para o desconhecido. Cada participante recebeu um coração desenhado à mão marcado na palma da mão e um cartão indicando uma obra de arte específica, um horário agendado e uma pergunta reflexiva personalizada inspirada na essência da obra escolhida. Quando chegava a hora e ambos os estranhos estavam próximos da obra, eles se encontravam pelas mãos marcadas com o coração. Então, um breve ritual de conexão começava. Cada encontro começava com um momento de presença mútua, enquanto se olhavam nos olhos. Em seguida, a pergunta no cartão deveria ser respondida, seguida do compartilhamento de uma reflexão pessoal e uma lembrança. A obra explorava o panorama emocional entre desejo e aleatoriedade, controle e entrega, expectativa e surpresa. Ao abrir mão do controle sobre o processo de emparelhamento, a artista abraçou a imprevisibilidade como uma força criativa — propondo uma experiência onde nem ela nem os participantes podiam prever o resultado.
”CRÉDITOSVer +PerformanceIsabella Nardini & Lais Glück Criação da ExperiênciaIsabella Nardini Apoio Rodrigo Guima, Cleu Oliver, Wilaize, Rafael Americo, Caio Bordon, Lais Glück, Rony Hernandes, Denise Saito, Guilherme Hostins
Design GráficoDenise Saito FotografiaRony Hernandes VideoRafael Bueno, Frank
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